Guifões Sport Clube - 1931/2009 - 78 anos ao serviço do desporto.

Mário Barros



A IMPORTÂNCIA DO ESPAÇO NO BASQUETEBOL (Parte 1)


Todos os desportos definem uma área de jogo. Assim, toda e qualquer acção se desenrola num espaço com limites bem definidos, fora do qual esse jogo não faz sentido.
Por sua vez esse espaço está subdividido noutros espaços ou
zonas com regras específicas, situações que do ponto de vista técnico ou táctico
podem e devem ser aproveitadas para retirar vantagens.

Por outro lado , também, em função das tácticas utilizadas, fomenta-se a criação de espaços livres para actuação através das acções dos jogadores que visam fundamentalmente criar situações que favoreçam (1vs0,1vs1,…) ou restrinjam (“traps”, bloqueios defensivos,…) as acções
ofensivas.

Jogar sem bola é também uma forma simples de libertar espaços para facilitar não só o desempenho dos colegas mas, também para antecipar situações mais favoráveis.

Utilizar o espaço de forma racional e equilibrada será sempre o ponto de partida para a elaboração de qualquer plano de acção quer ofensivo quer defensivo com objectivos bem diferentes quando se ataca ou defende.

A distribuição dos jogadores no campo pode assumir formas homogéneas, heterogéneas ou mistas, a saber:

Homogénea –Maior espaço para a acção individual,
Máximo de linhas de passe possíveis.

Heterogénea- Objectivos idênticos embora com disposição diferente, ou seja
beneficiar jogadores ou áreas específicas criando espaços mais
abertos por força de aglomerações noutras áreas ou aproveitar
essas próprias aglomerações para no desenrolar da situação se
provocar roturas ou “mismatches” de risco elevado.

Mista - Tem a ver com a dinâmica do sistema que de uma forma
simultânea ou sucessiva produz em alternância os efeitos .
desejados.
Todo o ataque tem muito a ver com as noções de espaço. Jogar sem bola para ocupar o adversário é necessário para criar espaços para desenvolver oportunidades. Há que estender a defesa o mais possível.

Quando construímos um ataque pretendemos ocupar sempre toda a defesa limitando as possibilidades de ajuda. Contudo, trabalhar sistematicamente no 1 vs 1 sem mudar o lado da bola são acções que facilitam o trabalho defensivo.

Espaço e movimento sincronizados devem estar sempre presentes. Em qualquer sistema ofensivo o ideal seria que todos os jogadores estivessem sempre em constante movimento, sem aglomerações, a não ser quando se pretenda efectuar bloqueios cuja finalidade será sempre, na sua sequência, o de libertar espaços para a penetração, lançamento ou assistência.

Ao mudar o lado da bola o ataque obriga a defesa a tarefa cansativa ao aumentar as áreas de recuperação e ao proporcionar falhas defensivas que devem ser exploradas

Quando um poste é defendido pela frente uma mudança do lado da bola provoca situações de embaraço; o atacante aproveita para “selar” o defesa, impedindo-o de defender e dando ao passador uma linha de passe sem ajudas possíveis .

Após a recepção, a primeira acção a fazer é assumir uma posição flectida para ganhar mais espaço.

Ao aclarar o lado da bola para isolar jogadores para o 1 vs 1 e eventualmente provocar o “trap” estaremos a criar desequilíbrios e a permitir assistências.

No 2 vs 2 (pick and roll) três jogadores colocam-se no lado da ajuda. Nesta acção ofensiva procura-se também o “ mismatch “ quando há trocas de marcação.

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