
ORIENTAÇÃO DO JOGO
Não é tarefa fácil orientar e dirigir um jogo de basquetebol; constantemente um treinador se interroga sobre um conjunto de questões relacionadas com o que observa e faz diagnósticos que a cada momento se alteram.
A natureza e complexidade das questões que suscitam essas interrogações dependem do nível do jogo. Em jogo de principiantes, o treinador observa se os atletas se estão a lembrar das tarefas básicas tais como ocupação de espaços após posse de bola; num jogo de nível mais elevado, começa por ter especial atenção nos “match-ups” e na exploração dos pontos fracos, para no decorrer do jogo esse focalização se expandir naturalmente e procurar avaliar os movimentos ofensivos e defensivos, a forma como os adversários marcam, como as equipas estão a corresponder nas transições e se as situações específicas delineadas estão a funcionar.
Os grandes treinadores parecem decidir por intuição; trata-se de sabedoria aliada às experiências vividas que lhes dão uma capacidade de imediata reflexão e de leituras de jogo em tempo real.
As intervenções dos treinadores nos descontos de tempo e intervalos dos jogos são oportunidades soberanas para influenciar o desempenho dos atletas. Durante estes intervalos a comunicação deverá ser positiva, construtiva e específica, não sendo aconselháveis comentários negativos ou muito genéricos. A informação para ser relevante precisa de ser compreensiva e adequada ao contexto do jogo. De evitar uma descrição pormenorizada do que aconteceu, antes as instruções deverão ser orientadas para as acções futuras. Em ambientes de grande tensão emocional é determinante que a palestra que antecede o jogo seja antecipadamente planeada e pensada antes do acontecimento, seleccionando a informação essencial e recorrendo não só a meios verbais como visuais.
Identificar o máximo de três tópicos para o ataque e para a defesa na palestra e reiterar os três mais importantes para os momentos que antecedem o jogo é a sugestão que apresentamos.
A observação e análise do jogo na perspectiva do adversário permite antecipar estratégias de oposição. Em certa medida, tentamos controlar ambas as equipas, o que, convenhamos, não é nada fácil.
Sendo certo que quando o jogo está a decorrer bem não há nada a mudar, também há que perceber e admitir as possíveis alterações que, a todo o momento, o técnico adversário pode introduzir e, por isso, estar preparado para as contrariar.
Os dados estatísticos recolhidos durante o jogo fornecem ao treinador informação valiosa e retratam uma clara imagem do que está a suceder. A sua especificidade permite uma análise objectiva em relação aos desempenhos dos jogadores e da equipa. Seleccionar, interpretar e responder atempadamente, são as dificuldades acrescidas de tão vasto manancial de informação.
Mário Barros
Não é tarefa fácil orientar e dirigir um jogo de basquetebol; constantemente um treinador se interroga sobre um conjunto de questões relacionadas com o que observa e faz diagnósticos que a cada momento se alteram.
A natureza e complexidade das questões que suscitam essas interrogações dependem do nível do jogo. Em jogo de principiantes, o treinador observa se os atletas se estão a lembrar das tarefas básicas tais como ocupação de espaços após posse de bola; num jogo de nível mais elevado, começa por ter especial atenção nos “match-ups” e na exploração dos pontos fracos, para no decorrer do jogo esse focalização se expandir naturalmente e procurar avaliar os movimentos ofensivos e defensivos, a forma como os adversários marcam, como as equipas estão a corresponder nas transições e se as situações específicas delineadas estão a funcionar.
Os grandes treinadores parecem decidir por intuição; trata-se de sabedoria aliada às experiências vividas que lhes dão uma capacidade de imediata reflexão e de leituras de jogo em tempo real.
As intervenções dos treinadores nos descontos de tempo e intervalos dos jogos são oportunidades soberanas para influenciar o desempenho dos atletas. Durante estes intervalos a comunicação deverá ser positiva, construtiva e específica, não sendo aconselháveis comentários negativos ou muito genéricos. A informação para ser relevante precisa de ser compreensiva e adequada ao contexto do jogo. De evitar uma descrição pormenorizada do que aconteceu, antes as instruções deverão ser orientadas para as acções futuras. Em ambientes de grande tensão emocional é determinante que a palestra que antecede o jogo seja antecipadamente planeada e pensada antes do acontecimento, seleccionando a informação essencial e recorrendo não só a meios verbais como visuais.
Identificar o máximo de três tópicos para o ataque e para a defesa na palestra e reiterar os três mais importantes para os momentos que antecedem o jogo é a sugestão que apresentamos.
A observação e análise do jogo na perspectiva do adversário permite antecipar estratégias de oposição. Em certa medida, tentamos controlar ambas as equipas, o que, convenhamos, não é nada fácil.
Sendo certo que quando o jogo está a decorrer bem não há nada a mudar, também há que perceber e admitir as possíveis alterações que, a todo o momento, o técnico adversário pode introduzir e, por isso, estar preparado para as contrariar.
Os dados estatísticos recolhidos durante o jogo fornecem ao treinador informação valiosa e retratam uma clara imagem do que está a suceder. A sua especificidade permite uma análise objectiva em relação aos desempenhos dos jogadores e da equipa. Seleccionar, interpretar e responder atempadamente, são as dificuldades acrescidas de tão vasto manancial de informação.
Mário Barros
